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O que o seu conselho permite postar (CFM, CFO, CFP, CFN)

O que o seu conselho permite postar em saúde sem virar infração: o que pode e o que não pode publicar, por especialidade, com a fonte oficial de cada regra.

"Dentro das regras do seu conselho" é a frase que aparece em quase tudo que se escreve sobre presença digital na saúde, e quase ninguém te diz onde exatamente essas regras estão. Este guia diz. Sem juridiquês, vamos ver o que o seu conselho permite postar e o que ele não permite, com a fonte oficial de cada regra do lado. Porque o problema, quase sempre, não é a regra: é o medo dela. Na dúvida entre postar e levar uma advertência, muita gente escolhe não postar nada, e o perfil congela.

Esse medo aperta mais no Instagram do que em qualquer outro canal, porque ali tudo é imagem e a tentação do "antes e depois" mora do lado do botão de publicar. É por isso que tanta gente monta a vitrine e depois congela: não sabe até onde pode ir. Então é dele que a gente parte, mas o que vale aqui vale igual pro seu site e pro seu Perfil no Google.

Antes de entrar conselho por conselho, uma boa notícia que muda tudo: as quatro normas (CFM, CFO, CFP, CFN) dizem quase a mesma coisa. Elas divergem num ponto só, o "antes e depois". No resto, o espírito é idêntico. E quando você entende esse espírito, para de precisar decorar artigo.

A regra por trás das regras

Junte as quatro normas e sobra um mesmo pedido: apareça com o seu nome e registro, não prometa resultado, não sensacionalize, e não trate a saúde como vitrine de liquidação. É isso. Todo o resto é detalhe de como cada área aplica esses quatro princípios.

Repare no que eles têm em comum. Sobriedade, identificação e nada de promessa são exatamente a postura que constrói a sua credibilidade. Ou seja, o conselho não está brigando com o seu marketing. Ele está descrevendo o único marketing que funciona em saúde. O paciente não confia em quem grita "o melhor da cidade" e promete cura. Ele confia em quem aparece organizado e sabendo o que faz. O que é seguro postar é, quase sempre, o que também é bom postar.

O que você pode postar (a lista verde)

Essa é a parte que o medo esconde. A imensa maioria do bom conteúdo é totalmente liberada. Você pode:

  • Ensinar. Explicar uma condição, tirar uma dúvida comum, desmontar um mito da sua área. Conteúdo educativo é o coração do que o conselho considera divulgação legítima.
  • Aparecer. Mostrar o seu rosto, o consultório limpo e organizado, o seu dia a dia sóbrio. A pessoa quer ver quem vai atender ela.
  • Explicar como você trabalha. O que a pessoa encontra na primeira consulta, como funciona um procedimento em linhas gerais, o que levar. Isso reduz a ansiedade de quem vai marcar.
  • Se identificar. Nome completo e registro na bio são não só permitidos como obrigatórios (já já a gente chega lá).
  • Responder com responsabilidade. Informação correta, checada, com base científica. Aliás, conteúdo checado ranqueia melhor no Google e ao mesmo tempo te protege do conselho: é o mesmo hábito.

Percebe? Sobra assunto. O que trava não é falta do que postar, é medo de pisar na linha errada. Então vamos à linha.

O que ninguém pode postar (a lista vermelha)

Estas valem pra todo mundo, independentemente do conselho:

  • Promessa ou garantia de resultado. "Emagreça 10 kg", "sorriso perfeito garantido", "cura em uma sessão". Prometer desfecho é infração em qualquer área da saúde. É o mesmo tipo de miragem que, no meu mundo, vira "primeira página garantida no Google": quem promete o que não controla está mentindo.
  • Preço, desconto e "promoção". Tabela de honorários, "de X por Y", pacote relâmpago. Saúde não é liquidação, e a mercantilização é vedada.
  • Sensacionalismo e autopromoção. "O melhor da cidade", superlativo, comparação que se coloca acima dos colegas. Sobriedade é regra, não estilo.
  • Depoimento de paciente. Aquele print do "doutor, você salvou minha vida" é tentador e é proibido. Vale inclusive para as avaliações que você exibe: elogio existe, mas você não pode transformá-lo em peça publicitária de superlativo.

E aí chegamos no ponto onde os conselhos discordam.

O "antes e depois": aqui cada conselho é diferente

Este é o item que mais gera dúvida, e a resposta muda conforme a sua profissão. Não existe regra única.

  • Medicina (CFM). Proibido. A Resolução 2.336/2023 veda imagens de "antes e depois" na publicidade médica, além de promessa de resultado, sensacionalismo, autopromoção, divulgação de preço e depoimento.
  • Odontologia (CFO). Permitido, com condições estritas. Só do próprio caso que você tratou (nunca de terceiro), com o seu nome e CRO na própria imagem, e com consentimento assinado do paciente. É vedado mostrar o "durante" do procedimento, exibir instrumentos e equipamentos, e prometer resultado. Clínica não posta; só o dentista pessoa física.
  • Nutrição (CFN). Proibido, e de forma ainda mais ampla. O novo Código de Ética veda mostrar resultado, composição corporal, exames e "antes e depois", mesmo com o paciente autorizando, e inclui explicitamente imagem gerada por inteligência artificial: nada de simular um resultado com IA.
  • Psicologia (CFP). Não se aplica no sentido literal, mas a lógica é a mesma e mais forte: exposição de caso clínico e depoimento esbarram no sigilo. A régua aqui é o cuidado com o que se conta de um atendimento.

Se você é dentista, dá pra usar o "antes e depois" a seu favor, seguindo as condições à risca. Nas outras três áreas, esqueça essa ferramenta e invista em conteúdo educativo, que rende mais e não te expõe.

A obrigação que quase todo mundo esquece

Tem uma coisa que os quatro conselhos exigem e que a maioria dos perfis não faz: identificação visível. Não basta ser bom, o perfil precisa dizer quem você é.

  • CFM: nome, CRM (com a UF) e a especialidade/RQE quando você é especialista, visíveis na página principal do perfil, não escondidos num post antigo.
  • CFO: nome e número do CRO, inclusive dentro das imagens de caso.
  • CFP: nome completo, o título de psicólogo e o CRP em toda divulgação.
  • CFN: identificação como nutricionista com o CRN.

É a coisa mais simples de resolver e a que mais gente deixa passar. Arrume a sua bio hoje. É o mínimo que o conselho pede e, de quebra, é sinal de credibilidade pra quem chega.

O medo é o verdadeiro problema

Repare no que aconteceu: quando você olha a lista inteira, o que é proibido é pequeno e faz sentido, e o que é permitido é enorme. O medo pintava um campo minado onde existe, na verdade, um caminho largo e bem sinalizado. Prometer, sensacionalizar, mercantilizar e expor paciente estão fora. Ensinar, aparecer com sobriedade e se identificar estão dentro, e é justamente isso que enche agenda.

O que trava o profissional não é a regra. É não conhecer a regra. E enquanto ele fica paralisado, o perfil congela e a vitrine passa a dizer que ele desistiu. O conselho não é o inimigo da sua presença digital. A falta de informação é.

Onde eu entro

Manter uma presença viva, no site, no Google e no Instagram, dentro das regras do seu conselho, é um trabalho de todo dia que some no meio da sua agenda. É exatamente esse pedaço que eu cuido: conteúdo sóbrio, checado e identificado, que aparece na busca sem te expor a uma infração. Sou programador de verdade (portfólio em igor.solutions) e respondo pelo que vai ao ar.

Se você já deixou de postar por medo de errar com o conselho, me chama no WhatsApp. Eu olho a sua presença hoje, sem compromisso, e a gente vê o que dá pra publicar com segurança, enquanto você foca no paciente.


Fontes

Ficou com uma dúvida do seu caso específico? Me chama — quem responde sou eu.

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